A árvore de natal tem
duas ou três raízes históricas que, ao longo dos anos evoluíram
até chegar ao que nós hoje conhecemos. A primeira faz referência
ao missionário inglês Winfred, que passou a história como São
Bonifácio. Durante o século VIII evangelizou o norte da Alemanha.
Um dia deparou com um grupo de pessoas reunidas sob um carvalho, e
dispostas a sacrificar um jovem príncipe ao deus Thor. Conseguiu
evitar o desastre e cortou esse “carvalho de sangue”. No seu
lugar cresceu um pinheiro, que foi interpretado como a árvore da
vida, imagem de Cristo.
Uma segunda raiz está
na festa em honra de Adão e Eva que, na Alemanha do século XV, se comemorava no dia 24 de
dezembro. Enfeitava-se um pinheiro com maçãs
para representar a árvore do paraíso, ligada ao pecado original.
Também existia outra representação medieval que contava com uma
pirâmide feita com galhos e folhas verdes na qual se colocavam velas
acesas, imagem da luz de Deus que ilumina as trevas do
pecado.
No século XIX a tradição se enriqueceu colocando no topo da árvore um anjo ou uma estrela que representa a que guiou os magos até Jesus, em Belém.
Alguns povos
norte-europeus orgulham-se de ter árvores de natal desde o
século XV, contudo são eventos isolados e sem continuidade
histórica. É só a partir do século XIX que o costume se
populariza. Em 1848 o príncipe Albert, esposo da rainha Vitória,
enfeito um pinheiro com velas, fitinhas e figurinhas no Castelo de
Windsor. Assim se espalhou até os nossos dias.
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| Árvore de Natal dos irmãos Wright |
Em resumo, o pinheiro
faz referência à árvore do paraíso; as figurinhas (principalmente
se têm forma de maça) ao pecado; as luzes ao próprio Jesus que
ilumina o mundo; e a estrela à luz interior que conduz os homens
bons até Deus.

Muito obrigado. Ajudou a mudar a minha visão do pinheiro de Natal. Pensava que era um negócio comercial.
ResponderExcluirCarlos