quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Origem da árvore de Natal


A árvore de natal tem duas ou três raízes históricas que, ao longo dos anos evoluíram até chegar ao que nós hoje conhecemos. A primeira faz referência ao missionário inglês Winfred, que passou a história como São Bonifácio. Durante o século VIII evangelizou o norte da Alemanha. Um dia deparou com um grupo de pessoas reunidas sob um carvalho, e dispostas a sacrificar um jovem príncipe ao deus Thor. Conseguiu evitar o desastre e cortou esse “carvalho de sangue”. No seu lugar cresceu um pinheiro, que foi interpretado como a árvore da vida, imagem de Cristo.

Uma segunda raiz está na festa em honra de Adão e Eva que, na Alemanha do século XV, se comemorava no dia 24 de dezembro. Enfeitava-se um pinheiro com maçãs para representar a árvore do paraíso, ligada ao pecado original. Também existia outra representação medieval que contava com uma pirâmide feita com galhos e folhas verdes na qual se colocavam velas acesas, imagem da luz de Deus que ilumina as trevas do pecado.

No século XIX a tradição se enriqueceu colocando no topo da árvore um anjo ou uma estrela que representa a que guiou os magos até Jesus, em Belém.

Alguns povos norte-europeus orgulham-se de ter árvores de natal desde o século XV, contudo são eventos isolados e sem continuidade histórica. É só a partir do século XIX que o costume se populariza. Em 1848 o príncipe Albert, esposo da rainha Vitória, enfeito um pinheiro com velas, fitinhas e figurinhas no Castelo de Windsor. Assim se espalhou até os nossos dias.

Árvore de Natal dos irmãos Wright
Em resumo, o pinheiro faz referência à árvore do paraíso; as figurinhas (principalmente se têm forma de maça) ao pecado; as luzes ao próprio Jesus que ilumina o mundo; e a estrela à luz interior que conduz os homens bons até Deus.

1 comentários:

  1. Muito obrigado. Ajudou a mudar a minha visão do pinheiro de Natal. Pensava que era um negócio comercial.

    Carlos

    ResponderExcluir